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Saturday, October 20, 2018

Regulamento Geral de Squash 2018

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Índice do Regulamento Geral:

  1. Objetivos
  2. Âmbito
  3. Filiações
  4. Torneios

4.1 Tipologias de torneios por níveis

4.2 Clubes e atletas devedores

4.3 Inscrições nas provas

4.3.1 Número mínimo de inscritos nos torneios

4.3.2 Atribuição de Wild Cards

4.3.3 Torneio PSA National Closed

4.4 Regras para elaboração dos quadros competitivo

4.4.1 Tipologias de quadros competitivos

4.4.2 Escalonamento dos atletas nos torneios

4.4.3 Elaboração do quadro competitivo no sistema “Monrad System”

4.4.4 Elaboração do quadro competitivo no sistema “Round Robin”.

4.4.5 Divulgação dos quadros competitivos

4.5 Organização de provas de diferente nível em simultâneo

  1. Tempo recomendado entre jogos
  2. Arbitragem
  3. Inscrições nos Torneios – Modo e Taxas

7.1 Modo

7.2 Taxas

  1. Faltas de Comparência – Torneios sob alçada da FNS
  2. Disciplina
  3. Segurança
  4. Ranking

11.1 Elaboração do ranking

  1. Prémios Monetários
  2. Campeonatos Nacionais (Individual e Clubes) e Campeonato Regional Absoluto

13.1 Campeonato Nacional Absoluto

13.2 Campeonatos Individuais Regionais Absolutos

13.3 Campeonato Nacional de Clubes

  1. Época Desportiva

14.1 Duração

14.2 Ano 2018

  1. Casos omissos

 

 

 

 

REGULAMENTO GERAL:

 

  1. Objetivos

Pretende-se com este regulamento a orientação geral de atletas, clubes, árbitros e demais agentes envolvidos na prática do Squash sob a égide da Federação Nacional de Squash (FNS).

A FNS rege-se pelos mais elevados padrões da ética desportiva, muito em especial pelo fair play, pela disciplina e pela verdadeira e pura competição dentro dos courts, valores esses que estão na génese da modalidade.

A organização de torneios, quer pelos clubes ou outras entidades, quer pela própria FNS, seguirá as orientações deste regulamento.

  1. Âmbito

A FNS tem um âmbito nacional. Tem em especial atenção o desenvolvimento do Squash e do Squash 57, em zonas fora dos grandes centros.

Procurará apoiar, dentro das limitações próprias duma instituição desta natureza e dos apoios obtidos, todos os clubes que, por diversas razões, tenham dificuldades no desenvolvimento técnico e organizativo da modalidade.

Se possível, efetuará protocolos com os clubes/entidades, onde se definirão todos os apoios na organização de torneios.

A FNS poderá também organizar provas internacionais, sob a alçada da World Squash Federation (WSF), European Squash Federation (ESF) e Professional Squash Association (PSA).

  1. Filiações

Este tema está regulamentado no Documento/Regulamento denominado “Regulamento de Filiações”.

  1. Torneios

4.1 Tipologias de torneios por níveis

Os torneios a contar para o Circuito Nacional FNS serão divididos em níveis de 1 a 6 e deverão obedecer aos seguintes requisitos:

nível 1 nível 2 nível 3 nível 4 nível 5 nível 6
1 court 1 court 2 courts 2 courts 2 courts Decisão exclusiva FNS
sem prize money sem prize money sem prize money 400 € 750 €
Contas com a FNS em dia á data da candidatura Contas com a FNS em dia á data da candidatura Contas com a FNS em dia á data da candidatura Contas com a FNS em dia á data da candidatura Contas com a FNS em dia á data da candidatura
Pagamento à FNS: 5% Pagamento à FNS: 10% Pagamento à FNS: 25% Pagamento à FNS: 25% Pagamento à FNS: 25%
Média de 16 atletas nas últimas 3 provas, nível 1, 2 e 3 organizadas pelo clube Análise do historial da prova Análise do historial da prova Análise do historial da prova

A responsabilidade pela organização dos torneios do Circuito Nacional FNS cabe à Organização do torneio (Diretor do torneio e Juiz-Árbitro), com nomeação de um Supervisor do torneio (que deverá ser consultado pela organização caso ocorra qualquer dúvida), nomeado pela Direção da FNS, para as provas nível 4, 5 e 6, para os Campeonatos Nacionais e para os Regionais Absolutos.

O escalonamento de atletas, sorteios e elaboração dos quadros competitivos ficam a cargo da FNS, exceto nas regiões representadas por uma Associação e com um Juiz-Árbitro validado pela FNS. As restantes tarefas, como a distribuição de horários e o correto funcionamento do torneio a todos os níveis, fica a cargo da organização da prova.

Caso a organização da prova não designe um Juiz-árbitro, a FNS nomeará um, que será custeado pela organização.

4.2 Clubes e atletas devedores

Aos clubes com faturas em dívida à FNS, está vedada a realização de quaisquer torneios a contar para o Circuito Nacional.

Os atletas devedores da inscrição de um torneio não se poderão inscrever em qualquer torneio posterior sem regularizar o seu débito. Considera-se atleta devedor todo aquele que, tendo realizado a sua inscrição num torneio, não solicite a sua anulação até à hora do sorteio do respetivo torneio e não a tenha pago à organização até ao término do mesmo.

4.3 Inscrições nas provas

4.3.1 Número mínimo de inscritos nos torneios

Sendo a prova masculina, o número mínimo de atletas para garantir a realização de um torneio do Circuito Nacional FNS nos níveis 3, 4, 5 ou 6 é de dezasseis atletas, e nos níveis 1 e 2 é de oito atletas. Sendo a prova feminina, o número mínimo de atletas para garantir a realização de torneios nível 1, 2, 3, 4 e 5 é de três atletas, e no nível 6 é de 8 atletas.

Nos torneios de nível 1, e apenas nestes, havendo provas em que seja aberto um torneio masculino e um torneio feminino, na eventualidade do número de inscrições no torneio feminino ser inferior a 3 atletas, sendo assim impossível fazer o torneio feminino, e no sentido de aumentar a competitividade das atletas, institui-se a possibilidade das atletas poderem inscrever-se no torneio masculino, sendo assim criado um torneio misto. Nestes casos, as atletas não pontuarão para o ranking nacional feminino. Nos torneios mistos, aos atletas masculinos serão atribuídos os pontos correspondentes ao lugar em que ficarem classificados no torneio. Para efeitos de escalonamento destes torneios mistos, será respeitado o ranking nacional masculino, cabendo ao Juiz-Árbitro decidir o escalonamento das atletas femininas, mediante a sua valia desportiva.

4.3.2 Atribuição de Wild Cards

A organização do torneio poderá atribuir até 4 wild cards, atendendo à valia reconhecida dos atletas em causa, seguindo os seguintes critérios:

– Aos atletas que estejam nos primeiros 250 lugares do ranking PSA, deverão obrigatoriamente ser atribuídos wild cards, sendo neste caso o atleta mais cotado no ranking PSA o cabeça de série número 1 do torneio e assim sucessivamente quanto aos demais atletas.

– Nas provas do Circuito Nacional não poderão ser atribuídos wild cards a atletas que tenham participado numa prova do Circuito Nacional nos seis meses que antecedam o torneio em causa, devendo neste caso, apesar da reconhecida valia do atleta, ser respeitado o ranking nacional existente, excecionando-se o caso de ser um atleta que ocupe um dos 250 primeiros lugares do ranking PSA, aos quais será sempre atribuído um wild card;

– Os wild cards a atletas nacionais, implicam que estes atletas ocupem lugares no quadro apenas a partir do 5º cabeça de série.

– Nas provas nacionais que sejam simultaneamente provas da PSA, será sempre respeitado em primeiro lugar o ranking/regras PSA e só depois o ranking/regras nacionais.

4.3.3 Torneio PSA National Closed

Nos torneios do Circuito Nacional que sejam simultaneamente torneios PSA National Closed, só se poderão inscrever atletas com nacionalidade portuguesa ou atletas estrangeiros a residir em Portugal há mais de cinco anos, desde que filiados na FNS.

4.4 Regras para elaboração dos quadros competitivo

4.4.1 Tipologias de quadros competitivos

Os quadros competitivos dos torneios poderão ser elaborados nos seguintes sistemas:

– “Monrad System” (todos os torneios);

– “Round Robin” (torneios em que o número de inscritos não ultrapasse os 15 atletas).

4.4.2 Escalonamento dos atletas nos torneios

Todos os atletas inscritos em cada torneio são ordenados seguindo as suas pontuações do ranking nacional atual, definindo-se assim a lista dos cabeças de série. Os jogadores com o mesmo número de pontos de ranking devem ser escalonados por ordem alfabética crescente se o número de participantes for par, ou decrescente se o número de participantes for ímpar.

4.4.3 Elaboração do quadro competitivo no sistema “Monrad System”

Os quadros competitivos serão de 32, de 64, de 128 atletas e assim sucessivamente.

A distribuição dos jogadores na primeira ronda dos quadros obrigatórios é feita da seguinte forma:

– Sendo o quadro de 32 atletas, o cabeça de série nº 1 será posicionado no início do quadro principal (jogo 1) e o nº 2 na última posição do quadro (jogo 16). Os 3º e 4º serão sorteados nos 2 lugares diametralmente opostos ao 1º e 2º (jogo 8 e jogo 9). Este sistema desdobrar-se-á consecutivamente até os dezasseis primeiros cabeças de série estarem distribuídos pela primeira ronda do quadro principal. O mesmo sistema se aplicará, com as devidas adaptações, aos quadros competitivos de 64 ou 128 atletas, e assim sucessivamente.

Nas provas em que seja distribuído Prize Money, e que não sejam provas do Circuito PSA, terão que existir jogos de atribuição das posições 3º a 8º, sendo opcional que nas demais provas também assim aconteça.

Para cada ronda obrigatória da competição será realizado um Quadro de Consolação (Placa). A comparência dos atletas nestas placas/quadros de consolação será facultativa, podendo os atletas optar por jogá-las ou não. A distribuição nos quadros de consolação é puramente sequencial, isto é, o perdedor do jogo 1 da primeira ronda do quadro obrigatório (quadro principal) ocupa a primeira posição do quadro de consolação respetivo, o perdedor do jogo 2 da primeira ronda do quadro obrigatório (quadro principal) ocupa a segunda posição do quadro de consolação respetivo (irá portanto jogar contra o perdedor do jogo 1), e assim sucessivamente. Os quadros de consolação são a eliminar até ser encontrado um vencedor do quadro. Não existem jogos para atribuição de posições intermédias.

Para os atletas que percam até aos oitavos de final do Quadro Principal, será realizada uma Placa, com participação facultativa por parte dos atletas.

As partidas do Quadro Principal, nas provas nível 3, 4, 5 e 6 serão disputadas à melhor de cinco sets no sistema Point-A-Rally até aos 11 pontos (PAR11), sendo possível, nas provas nível 1 e 2, a organização optar por fazer os jogos do quadro principal à melhor de três sets.

As partidas dos quadros de Consolação poderão ser disputadas à melhor de três ou de cinco sets, ao critério da organização. As partidas de apuramento individual da classificação lugar a lugar (3º a 8º) serão disputadas à melhor de cinco sets.

4.4.4 Elaboração do quadro competitivo no sistema “Round Robin”.

O sistema de elaboração de quadros competitivos no sistema “Round Robin”, poderá aplicar-se apenas se o número de inscritos no torneio não exceder os 15 atletas, ficando ao critério da organização usar ou não este sistema, podendo sempre optar por usar o sistema “Monrad System”.

Este sistema consiste na distribuição dos atletas por “grupos”, jogando os atletas de cada grupo todos contra todos.

Os atletas serão escalonados pelos “grupos” de acordo com o seu ranking nacional, ficando o atleta melhor escalonado num “grupo”, o segundo melhor escalonado noutro “grupo”, e assim sucessivamente.

Sendo apenas um “grupo”, a classificação final dos atletas será a mesma que resultar após a realização de todos os jogos entre todos os atletas. Sendo mais que um “grupo”, os 1ºs classificados de cada “grupo” jogarão entre si a eliminar, os 2ºs classificados de cada “grupo” jogarão entre si a eliminar e assim sucessivamente para os demais atletas. Caso a organização assim o entenda, poderão ser realizadas jogos de meias-finais, cruzando os atletas (o 1ºs de cada grupo jogarão com o 2ºs do outro grupo).

Os critérios de desempate entre atletas na fase de “grupos” serão a diferença de sets ganhos e perdidos pelos atletas em causa. Se ainda assim se mantiver a situação de empate, o seguinte critério será a diferença entre pontos ganhos e perdidos entre os atletas em causa.

4.4.5 Divulgação dos quadros competitivos

Os quadros competitivos são divulgados no site da FNS, ou através de outros meios disponíveis para o efeito.

Os Quadros Competitivos deverão estar acessíveis e publicados até às 13.00 horas da 5ª feira anterior à prova.

Durante o torneio, os quadros competitivos serão afixados em local bem visível, próximo dos courts e atualizados o mais frequentemente possível, bem como a plataforma eletrónica de gestão de torneios disponibilizada pela FNS.

4.5 Organização de provas de diferente nível em simultâneo

As entidades que organizem torneios de nível 4 ou 5 poderão paralelamente, e nas mesmas datas e locais, organizar um torneio de nível 1, podendo os atletas optar por inscrever-se ou num torneio ou no outro, mas não nos dois em simultâneo.

  1. Tempo recomendado entre jogos

Os jogadores ganhadores de uma partida, deverão, sempre que possível, ter assegurado um período de tempo mínimo de duas horas entre o final de uma partida e o início da partida da fase seguinte.

  1. Arbitragem

É instituída a recomendação de arbitragem de uma partida, por parte dos dois atletas (vencedor e perdedor, assumindo o perdedor a posição de marcador e o vencedor a posição de decisor), após estes terem realizado a sua partida. Nos torneios cuja organização opte por este sistema de arbitragem, o não cumprimento desta obrigatoriedade, acarreta o pagamento do serviço de arbitragem, que é igual ao valor de dez euros para cada atleta faltoso (a pagar à organização da prova). Neste caso, os atletas deverão arbitrar, salvo deliberação do Juiz-Árbitro do Torneio (ou do Diretor do Torneio na ausência do Juiz-Árbitro), tantas partidas quantas as que jogarem. Cabe ao Juiz-Árbitro, ou na ausência deste, ao Diretor do torneio, indicar qual a partida que os atletas irão arbitrar. Os atletas, no final de cada partida que disputem, deverão apresentar-se junto da organização do torneio, a fim de que lhes seja indicada qual a partida que irão arbitrar. Relativamente à final do quadro principal e das placas e às meias-finais do quadro principal, o Juiz-Árbitro poderá nomear os árbitros destes jogos.

A organização poderá optar pela arbitragem de um só árbitro, sendo este o vencedor da partida anterior. O não cumprimento da obrigatoriedade de arbitrar acarreta o pagamento do serviço de arbitragem, que é igual ao valor de dez euros a cada atleta faltoso (a pagar à organização da prova).

  1. Inscrições nos Torneios – Modo e Taxas

7.1 Modo

As inscrições para todos os torneios estão abertas no período constante no regulamento do respetivo torneio e devem obrigatoriamente ser efetuadas na plataforma informática de gestão de torneios usada pela FNS.

7.2 Taxas

O valor das inscrições nos torneios do Circuito Nacional Sénior, a partir do nível 3 inclusive e Júnior será designado pela organização do torneio, mas deverá obedecer aos seguintes critérios:

– Masculinos: 15 euros ou 20 euros por atleta;

– Femininos: 12,50 euros ou 15 euros ou 20 euros (20 euros, apenas para torneios de nível 5 e 6);

– Juniores: 10 euros ou 15 euros (15 euros, apenas para torneios de nível 5 e 6).

Dos valores cobrados em inscrições pela organização destas provas (provas do circuito nacional níveis 3, 4, 5 e 6 e provas de clubes), 25% deverá reverter a favor da FNS.

Nas provas de nível 1, a organização pagará à FNS um valor de 5% do valor das inscrições, para suportar custos administrativos, uso do suporte informático e elaboração do ranking.

Nas provas de nível 2, a organização pagará à FNS um valor de 10% do valor das inscrições, para suportar custos administrativos, uso do suporte informático e elaboração do ranking.

  1. Faltas de Comparência – Torneios sob alçada da FNS

A organização admitirá uma tolerância de 10 minutos de atraso dos jogadores relativamente à hora de início das partidas. Após esse período poderá ser averbada falta de comparência ao jogador ausente, que em consequência, será derrotado pela pontuação máxima.

Para salvaguardar a posição dos patrocinadores e não alterar as expectativas de quem organiza as provas, as seguintes regras serão observadas no que respeita às faltas de comparência sem justificação aceitável.

Considera-se justificação aceitável, a apresentação de atestado médico ou a existência “motivo de força maior” devidamente comprovado pela organização:

  • Qualquer situação de falta de comparência no quadro principal, sem justificação plausível e posteriormente aceite pela Direção da FNS, acarreta a atribuição de zero pontos ao atleta, no torneio em causa. Em casos de reincidência, será, além disso, instaurado um processo disciplinar. Quando um atleta tem falta de comparência não pode continuar a sua participação no torneio, perdendo liminarmente todas as partidas restantes, caso as houvesse.
  • Um atleta que falte a uma partida ou que tenha um comportamento desportivo duvidoso (perca de propósito) nos OITAVOS-DE-FINAL do quadro principal, sem justificação plausível e posteriormente aceite pela Direção da FNS, perderá todos os pontos a que teria direito nessa prova.
  • Um atleta que falte a uma partida ou que tenha um comportamento desportivo duvidoso (perca de propósito) nos QUARTOS-DE-FINAL do quadro principal, sem justificação plausível e posteriormente aceite pela Direção da FNS, perderá todos os pontos a que teria direito nessa prova, e sofrerá uma penalização em pontos de ranking FNS no valor de 10% da sua pontuação presente.
  • Um atleta que falte a uma partida ou que tenha um comportamento desportivo duvidoso (perca de propósito) nas MEIAS-FINAIS ou NA FINAL do quadro principal, sem justificação plausível e posteriormente aceite pela Direção da FNS, perderá todos os pontos a que teria direito nessa prova e ser-lhe-á retirado esse mesmo número de pontos do total de pontos que o atleta possua no ranking FNS. Além disso, ser-lhe-á levantado um processo disciplinar que será posteriormente analisado pelo Conselho Disciplinar.
  • Caso um atleta falte a um jogo no quadro de consolação/placa, fica com a pontuação mais baixa da ronda correspondente a esse jogo.
  • Nos torneios sob a égide da FNS, em que seja distribuído Prize Money, caso um atleta faça falta de comparência nos jogos de atribuição de lugar a lugar (do 1º ao 8º), sem justificação plausível e posteriormente aceite pela Direção da FNS, a organização da prova poderá optar por não efetuar o pagamento do Prize Money ao atleta.
  1. Disciplina

Qualquer infração de natureza disciplinar será resolvida pelo Juiz-árbitro e pelo Diretor do torneio. As sanções correspondentes serão determinadas pelo Conselho Disciplinar da FNS, em obediência ao Regulamento Disciplinar.

Qualquer protesto por eventuais irregularidades serão igualmente analisados pelo mesmo Conselho Disciplinar.

  1. Segurança

A participação de atletas com menos de 19 anos de idade em competições sob a égide da Federação Nacional de Squash ou por ela homologadas exige a utilização de óculos de proteção.

Assim, os atletas com menos de 19 anos, serão impedidos de entrar em campo se não utilizarem óculos de proteção adequados à modalidade.

  1. Ranking

11.1 Elaboração do ranking

O Ranking FNS traduz-se na hierarquia de valores apurados na classificação final dos torneios do Circuito Nacional FNS.

A pontuação atribuível por cada torneio consta da tabela publicada no site da FNS.

Caso a totalidade do torneio não seja disputado lugar a lugar, as pontuações são atribuídas por rondas, à exceção dos oito primeiros classificados do quadro principal, nas provas de nível 4, 5 e 6, que disputarão sempre jogos lugar a lugar.

Também serão atribuídas diferentes pontuações ao vencedor e vencido das Placas. Todos os demais pontuarão mediante a ronda onde venham a perder, sendo atribuída a mesma pontuação a todos os que percam na mesma ronda, excluindo os casos de atletas que façam faltas de comparência.

A partir de 01 de janeiro de 2018, para efeitos de contabilização de pontos para o ranking nacional, contarão os 10 melhores resultados nos torneios em que o atleta haja participado nos últimos 12 meses, independentemente da altura da época desportiva em que se esteja (extinguindo-se a regra anterior de que os atletas começarão a nova época com 10% dos pontos da época anterior).

 

  1. Prémios Monetários

Quando existir, o prémio monetário total do torneio (prize money) será distribuído da seguinte forma:

– 90% do prize money será atribuído aos oito melhores atletas masculinos (de acordo com as percentagens da tabela em vigor, aprovada pela FNS):

Ficheiro MS EXCEL para cálculo
do valor dos prémios

– 10% do prize money será atribuído às quatro melhores atletas femininas (45% para a primeira classificada, 30% para a segunda classificada, 15% para a terceira classificada e 10% para a quarta classificada).

Sendo o torneio PSA e/ou WSA, a organização da prova deverá garantir um valor correspondente a 10% do valor do prize money, para ser distribuído pelas quatro melhores classificadas do quadro feminino (45% para a primeira classificada, 30% para a segunda classificada, 15% para a terceira classificada e 10% para a quarta classificada).

  1. Campeonatos Nacionais (Individual e Clubes) e Campeonatos Regionais Absolutos

13.1 Campeonato Nacional Absoluto

O Campeonato Nacional Absoluto rege-se pelas mesmas regras desportivas aplicadas aos torneios do Circuito Nacional FNS, com as seguintes ressalvas:

  1. O valor das inscrições pode ser diferente e deve ser fixado pela Direção da FNS.
  2. A competição está reservada apenas a atletas de nacionalidade portuguesa, ou estrangeiros residentes em território nacional há mais de cinco anos, filiados na FNS. O título de Campeão Nacional será atribuído ao atleta de nacionalidade portuguesa melhor classificado na prova.
  3. Um jogador não deverá realizar dois jogos consecutivos num intervalo inferior a 2 horas e, no máximo, deverão ser realizados três jogos do quadro principal num único dia por atleta, salvo casos de força maior que o impossibilitem.
  4. Sendo possível, a FNS recomenda a realização do torneio com classificação lugar a lugar para todos os atletas.

13.2 Campeonatos Regionais Absolutos

Para efeitos da realização dos Campeonatos Regionais Absolutos criam-se as seguintes zonas: NORTE, CENTRO NORTE LITORAL, CENTRO NORTE INTERIOR, SUL, MADEIRA e AÇORES.

O vencedor da prova será designado Campeão Regional Absoluto, não podendo um atleta inscrever-se em mais do que um campeonato regional absoluto.

O torneio obedecerá às mesmas regras impostas para as demais provas do Circuito Nacional, sendo esta uma prova nível 3.

Para salvaguardar a efetiva realização desta prova em todas as regiões, e uma vez que sendo esta prova de nível 3 tem o limite mínimo de 16 inscritos, caso alguma região não obtenha 16 inscritos na prova, a Direção da FNS poderá autorizar a realização da prova com menos inscritos, desde que ocorram fatores que venham a ser considerados determinantes para a aplicação desta exceção.

13.3 Campeonato Nacional de Clubes

  1. Clubes filiados na FNS poderão inscrever-se neste campeonato, podendo cada clube inscrever mais que uma equipa. Havendo mais do que uma equipa inscrita por clube, estas terão a designação do seu clube, seguida do número da equipa (Clube XXXXX 1; Clube XXXXX 2; etc.).
  2. As inscrições deverão ser realizadas na plataforma informática de gestão de torneios, até 8 dias antes do início da prova.
  3. No mínimo, cada equipa deve inscrever três atletas e no máximo quatro.
  4. A ordem de jogos em cada encontro será sorteada para cada dia da prova antes do início do campeonato, com a presença dos capitães das equipas, sendo que o jogo em que se defrontem os atletas escalonados em nº 1 das equipas deverá ser sempre ou o primeiro ou o segundo jogo do encontro.
  5. Cada encontro entre duas equipas consiste num conjunto de três partidas à melhor de cinco sets. Vence o encontro a equipa que vencer duas partidas. Nas fases de grupos, terão obrigatoriamente de ser realizadas as três partidas. Em caso de empate entre duas ou mais equipas, os critérios de desempate serão a diferença de sets ganhos e perdidos pelas equipas em causa. Se ainda assim se mantiver a situação de empate, o seguinte critério será a diferença entre pontos ganhos e perdidos entre as equipas em causa. Na fase a eliminar, se uma equipa vencer as duas primeiras partidas do encontro, a terceira partida só se realizará havendo acordo/vontade entre ambas as equipas, podendo nessa terceira partida as equipas alterar o atleta previamente designado (neste caso, o atleta não poderá ser nenhum dos que participou nas duas partidas anteriores).
  6. Cada equipa seleciona três jogadores para cada encontro, que são ordenados por cabeças de série, sendo que os melhores cabeça de série de cada equipa jogam um contra o outro e assim sucessivamente.
  7. O escalonamento dos atletas em cabeças de série é feito a partir do ranking nacional. Em caso de desajuste evidente do escalonamento com a valia desportiva dos atletas, compete à Direção da FNS rearranjar o dito escalonamento por forma a torná-lo justo.
  8. Cada equipa nomeará um capitão que será responsável pela interação da equipa com os responsáveis organizativos do Campeonato durante a prova.
  9. Compete à Direção da FNS fazer o escalonamento relativo de todas as equipas inscritas no Campeonato, sendo que o critério primordial, mas eventualmente não o único, será o conjunto das posições do ranking nacional dos elementos de cada equipa.
  1. Época desportiva

14.1 – Duração

As épocas desportivas terão o seu início a 01 de setembro e o seu final a 31 de julho.

14.2 – Ano de 2018

No ano de 2018, ano em que se iniciará a nova periodização da época desportiva, de 01 de janeiro de 2018 até 31 de julho de 2018, será a época desportiva de 2018.

De 01 de setembro de 2018 a 31 de julho de 2019, será a época desportiva 2018/2019 e assim sucessivamente.

  1. Casos omissos

Situações eventualmente omissas a este regulamento ou a qualquer outro, deverão ser esclarecidas pela Direção da FNS.

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Última atualização: 01 de janeiro de 2018.